O presente Blog é um recurso didático, um repositório de material complementar ao estudo das relações entre Educação e Democracia. Com esse intuito serão postados links para vídeos, além de breves artigos próprios e passagens de artigos de outros autores. Também agradecemos a sugestão de novos materiais para esse espaço.
Koch Brothers Exposed é um documentário de 2014 dirigido por Robert Greenwald sobreos irmãos CharleseDavidKoch, doisdos homensmais ricos e poderososdo mundo. Ambos financiam uma vasta rede deorganizações que trabalhampara minaros interesses da classe média e trabalhadora em questões que vão daSegurança Social ao meio ambiente e direitos civis.Este filmerevela os atos de corrupção praticados pelos Kochs eaponta o caminho de como os americanospoderão recuperar suademocracia.
A
Revolução Não Será Televisionada, também conhecido como Chavez: Inside the Coup, é um
documentário de 2003 dirigido pelos irlandeses, Kim Bartley e Donnach O'Briain, sobre os eventos na Venezuela que envolveram a tentativa de golpe de Estado de abril de 2002, quando o presidente Hugo Chávez foi afastado do cargo por dois dias. Com
especial destaque para o papel desempenhado pela mídia privada da
Venezuela, o filme examina vários incidentes marcantes: a marcha de protesto
e violência subsequente que deu o impulso para derrubada de Chávez; a formação da oposição por um governo interino liderado pelo empresário Pedro Carmona; e o colapso da Administração Carmona, que abriu caminho para o retorno de Chávez. Com a intenção inicial de fazer uma biografia do presidente, os cineastas passaram sete meses filmando na Venezuela, entrevistando Chávez e sua equipe, além de cidadãos comuns. Quando o golpe se desenrolou em 11 de abril, Bartley e O'Briain estavam filmado nas
ruas da capital, Caracas, capturando imagens de manifestantes e da
violência em erupção. Mais tarde, eles filmaram muitas das convulsões políticas dentro Miraflores, o palácio presidencial.
Exibido
pela primeira vez na televisão na Europa e na Venezuela, em 2003, o filme mais tarde apareceu em festivais de
cinema e garantiu um lançamento limitado nos cinemas no circuito de artes. O filme é citado como um retrato fiel dos acontecimentos de Abril de 2002.
Foi recebido positivamente pelos críticos de cinema e ganhou 14 prêmios em vários países.
The War on Democracy é um documentário de 2007 do jornalista australiano John Pilger, dirigido por ele mesmo e por Chris Martin. O filme explora a relação de Washington com os países latino-americanos, como Venezuela, Bolívia e Chile.
Usando
imagens de arquivo provenientes do arquivista do documentarista americano Michael Moore, Carl
Deal, o filme mostra como a intervenção dos EUA derrubou uma série de governos legítimos na América
Latina desde a década de 1950.O
governo chileno democraticamente eleito de Salvador Allende, por
exemplo, foi deposto por um golpe de Estado apoiado pelos EUA em 11 de setembro de 1973 e
substituído pela ditadura militar do general Pinochet. Guatemala, Panamá, Nicarágua, Honduras e El Salvador foram todos invadidos pelos Estados Unidos.
John Pilger entrevista vários ex-agentes da CIA que participaram nas campanhas secretas contra países democráticos na região. Ele investiga a Escola das Américas, no estado norte-americano da
Geórgia, onde esquadrões da tortura de Pinochet foram treinados
juntamente com tiranos e líderes de esquadrões da morte no Haiti, El
Salvador, Brasil e Argentina.
O filme desvela a tentativa de
derrubar o presidente da Venezuela, Hugo Chávez, em 2002, e como as
pessoas dos bairros de Caracas levantaram-se para forçar seu retorno ao
poder. Também se volta para o aumento de governos populistas na
América do Sul governada por líderes indígenas com a intenção de soltar
as amarras de Washington e promover uma redistribuição mais justa da riqueza
natural do continente.
The War on Democracy foi lançado nos cinemas do Reino Unido em 15 de Junho de 2007 e transmitido
na ITV1 em 20 de agosto de 2007. O filme foi feito com o apoio financeiro do humanitária Michael Watt e ganhou o prêmio One World Awards de melhor documentário de 2008, em Londres.
Duração: 1 hora e 33 minutos. Elenco:John Pilger, Hugo Chavez, entre outros.
Durante o "Seminário Reforma Política Já", realizado pela TV Cultura e pela Ordem dos Advogados do Brasil em São Paulo (OAB/SP), no último dia 29 de janeiro, em São Paulo, Silvio Caccia Bava, editor chefe do Jornal Le Monde Diplomatique Brasil, apresentou sua visão sobre o financiamento das campanhas eleitorais brasileiras.
Ele evidencia o crescente poder das grandes corporações multinacionais diante dos Estados nacionais. Toma como marco temporal de sua análise a criação da Lei 9.504 de 1997, que, ao contrário da Lei orgânica dos partidos de 1965, permite o financiamento de campanhas eleitorais por empresas. A partir daí, baseado em dados do TSE, ele levanta os custos globais das campanhas eleitorais subsequentes: 800 milhões de reais em 2002, 4,9 bilhões em 2010 e 5,1 bilhões em 2014.
Além disso, Caccia Bava apresenta os valores médios para se eleger deputados federais, senadores e governadores no Brasil:1,1 milhão, 4,5 milhões e 23,1 milhões, respectivamente.
Segundo o sociólogo do Le Monde, diante desses números, o jogo político sai do âmbito público e passa para esfera privada, onde a capacidade de captação de financiamentos supera a livre adesão popular a propostas e programas de governo.
Caccia Bava enumerou ainda as várias bancadas ligadas a setores de negócio que se apropriaram do Congresso Nacional. Nesta perspectiva, segundo ele, o interesse público passa a ser subsumido pelo interesse privado.
Por último, ele mostra a fragilidade desse modelo de financiamento eleitoral, citando uma pesquisa do Instituto Kellogg de 2011, o qual demonstra como cada 1 real investido em campanha eleitoral no Brasil, oferece um retorno de 8,5 reis em obras públicas para o empreiteiro investidor.